terça-feira, 15 de novembro de 2011

TCN Awards

melhor iniciativa

Esta proposta de tertúlias cinematográficas mensais foi nomeada nos prémios TCN Awards, para "Melhor iniciativa".
Os restantes nomeados, podem ser consultados no blog organizador, Cinema Notebook, onde podem também dirigir-se para votar.

Como se pode ver, este ano existiram grandes iniciativas que nasceram a partir de blogs. E todos os nomeados estão de Parabéns.
No entanto, tenho de salientar uma iniciativa em particular, a do grupo de Bloggers Cinéfilos, criado pelo Samuel Andrade. Não fosse este grupo que conseguiu reunir um enorme grupo de amantes de cinema e provavelmente nunca teria avançado com esta ideia. Sem o grupo de Bloggers cinéfilos, não haveria Tertúlia.

Um muito obrigado a todos os que votaram, este blog não seguiu o caminho que idealizei a início, mas tem, de qualquer das maneiras, vindo a conquistar o seu espaço na blogoesfera. E prometo surpresas para o próximo ano.

Por fim agradeço a todos os que participam nesta tertúlia (vários dos quais nomeados em outras categorias). O blog é nosso, a nomeação é nossa.

Muito obrigado a:

- Álvaro Martins

- Andreia Mandim

- Danilo Donzelli Alves

- Francisco Rocha

- Gonçalo Trindade

- Hugo Teixeira

- João Gonçalves

- João Palhares

- Miguel Lourenço Pereira

- Nuno Salvador

- Nuno Reis

- O Projeccionista

- Paulo Soares

- Pedro Ponte

- Samuel Andrade

- Snow White

sábado, 12 de novembro de 2011

Jigoku (1960)


O Inferno, enquanto conceito abstracto, tem atraído cineastas de diversas culturas e épocas a expressarem as suas visões artísticas sobre o lugar destinado àqueles que “não souberam levar uma vida terrestre livre de pecado”. Entre os títulos mais memoráveis, contam-se os fundamentais DIA DE CÓLERA (1934, Carl Theodor Dreyer), ESTA NOITE ENCARNAREI NO TEU CADÁVER (1967, José Mojica Marins), HELLRAISER (1987, Clive Barker) e, obviamente, este JIGOKU que, coincidência ou não, significa Inferno em japonês…


Produzido em 1960 pelos lendários estúdios Shintoho, JIGOKU é de visualização indispensável para a compreensão do cinema de terror japonês moderno. A sua surreal imagética, o humor negro e a ênfase na violência e no gore influenciaram, em grande medida, Shinya Tsukamoto (um dos seus filmes estará em destaque este mês no Tertúlia Cinematográfica) e Takashi Miike. Contudo, também é um produto do tempo e país em que foi filmado, ou seja, um Japão ainda a recuperar das feridas da Segunda Guerra Mundial. O foco implícito do filme nas divergências da natureza humana, que balança entre o bem e o mal numa interminável e, em última instância, infrutífera luta, é destacado logo na primeira sequência, em que escutamos uma oração budista sobre as tentações e fragilidades da carne.


Perante este início carregado de simbolismo religioso, e com uma primeira hora que se desenrola de forma relativamente convencional, nada nos prepara para o grande desenlace de JIGOKU. Quando somos “convidados”, numa cena particularmente impressionante em termos de construção visual, a descer ao Inferno, espera-nos alguns dos momentos mais alucinantes, inesperados e aterradores que já foram observados em Cinema.
Um imperdível triunfo de direcção artística e efeitos especiais, um conto moral como raramente se faz actualmente, um marco na cinefilia de terror.


Samuel Andrade (Keyzer Soze's Place)

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

Tertúlia de Cinema IX

Tema: J-Horror



1º Jigoku (1960)

Realizador: Nobuo Nakagawa
Ficha Técnica no imdb

Trailer:



A ter início em 11 de Novembro de 2011



2º Kaidan (1964)

Realizador: Masaki Kobayashi
Ficha técnica no imdb

Trailer:



A ter início em 19 de Novembro de 2011



3º Tetsuo (1989)

Realizador: Shin'ya Tsukamoto
Ficha técnica no imdb

Trailer:



A ter início em 28 de Novembro de 2011



Tertúlia planeada por Samuel Andrade (Keyzer Soze's Place)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

Otona no miru ehon - Umarete wa mita keredo (1932)


Ver um filme de Yasujiro Ozu pela primeira vez é como descobrir o cinema de novo. É sentir que um plano de um filme seu transmite mais emoção do que qualquer outro filme.

Em primeiro lugar todas as interpretações parecem reais e naturais. E essa naturalidade faz-se sentir mesmo neste seu filme mudo de 1930 - I was born but... Sendo um filme mudo, o talento dos actores revela-se fundamental (os gestos, as expressões dos personagens) sendo que quem melhor está neste filme são as duas crianças. Elas que inocentemente criam um conflito que vem destabilizar aquela família. Sempre a família no cinema de Ozu, especialmente nos relacionamentos entre pais e filhos.


Mais incrível é que o filme começa por ser uma comédia, para logo passar a algo mais sério. Fica o final, do pai sentado com ambos os filhos.

É sim um grande filme, mas não com as características mais conhecidas no estilo do mestre japonês – “o mais japonês dos realizadores”.


João Gonçalves (Modern Times)

sábado, 22 de outubro de 2011

City Girl (1930)



City Girl de F. W. Murnau. Um filme que fica na sombra de obras como Sunrise, Tabu ou Nosferatu. Não há diferenças entre qualquer um deles quando se atinge tal sentido lírico. Mais uma história, das mais simples, mas que nos consegue agarrar até ao fim. 80 anos passaram e o cinema já não é o mesmo. Já não é possível criar algo tão inocente como o rosto destes personagens.


O ambiente continua a ser o díptico campo/ cidade, em que para se ser feliz não é o local onde vivemos que será determinante para esta felicidade. O filme, que poderia ser nada mais do que uma história enquadrada nos padrões de filme de Hollywood, ganha corpo devido ao talento do alemão em que atinge o seu cume na sequência em que os dois apaixonados correm pelo campo. Para ver e rever. City Girl, tal como qualquer outro filme de Murnau que tenha visto, está na minha lista dos mais mais belos filmes do mundo.


João Gonçalves (Modern Times)

domingo, 16 de outubro de 2011

Lucky Star (1929)


Quase que não me arrisco a dizer o que quer que seja sobre Lucky Star de Frank Borzage. Não quando existem tão belas palavras de João Bénard da Costa (textos para ler e reler).

Sou suspeito. Adoro todo o ambiente do mudo. Mais do que o som, é o poder das imagens que me contagia. Os actores, as expressões, muito mais do que uma simples palavra.



Houve Murnau, Grifith e tantos outros que se afirmaram no cinema mudo, mas foi Frank Borzage que me fez apaixonar por estes filmes. Ele e o seu Lucky Star, depois de já ter visto tantos e tantos filmes desta época.

Uma história simples, nada mais do que contada vezes sem conta – o amor entre um homem e uma mulher. Surge logo a guerra, e o herói acaba por sair de lá paraplégico. Daí para a frente é ver o personagem de Janet Gaynor (belíssima) numa impressionante evolução, tornando-se mulher aos olhos de Tim. O que vem lá para a frente só visto, culminando num belo plano de Mary e Tim. Os flocos de neve são testemunha. O filme termina.



João Gonçalves (Modern Times)

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Tertúlia de Cinema VIII

Tema: Cinema Mudo


1º Lucky Star (1929)

Realizador: Frank Borzage
Ficha Técnica no imdb

Trailer:



A ter início em 15 de Outubro de 2011






2º City Girl

Realizador: F.W. Murnau
Ficha técnica no imdb

Trailer:



A ter início em 21 de Outubro de 2011





3º Otona no miru ehon - Umarete wa mita keredo

Realizador: Yasujirô Ozu
Ficha Técnica no imdb

Trailer:



A ter início em 31 de Outubro de 2011




Tertúlia planeada por João Gonçalves (Modern Times)