domingo, 16 de outubro de 2011

Lucky Star (1929)


Quase que não me arrisco a dizer o que quer que seja sobre Lucky Star de Frank Borzage. Não quando existem tão belas palavras de João Bénard da Costa (textos para ler e reler).

Sou suspeito. Adoro todo o ambiente do mudo. Mais do que o som, é o poder das imagens que me contagia. Os actores, as expressões, muito mais do que uma simples palavra.



Houve Murnau, Grifith e tantos outros que se afirmaram no cinema mudo, mas foi Frank Borzage que me fez apaixonar por estes filmes. Ele e o seu Lucky Star, depois de já ter visto tantos e tantos filmes desta época.

Uma história simples, nada mais do que contada vezes sem conta – o amor entre um homem e uma mulher. Surge logo a guerra, e o herói acaba por sair de lá paraplégico. Daí para a frente é ver o personagem de Janet Gaynor (belíssima) numa impressionante evolução, tornando-se mulher aos olhos de Tim. O que vem lá para a frente só visto, culminando num belo plano de Mary e Tim. Os flocos de neve são testemunha. O filme termina.



João Gonçalves (Modern Times)

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